Profª Taciane Feitosa
Aluno: Joziberto Maia Nunes
Série: 2° ano
Assunto: Pré-Modernismo
Análise do Poema: Queixas Noturnas
Queixas noturnas
Quem foi que viu a minha Dor chorando?!
Saio. Minh’alma sai agoniada.
Andam monstros sombrios pela estrada
E pela estrada, entre estes monstros, ando!
Não trago sobre a túnica fingida
As insígnias medonhas do infeliz
Como os falsos mendigos de Paris
Na atra rua de Santa Margarida.
O quadro de aflições que me consomem
O próprio Pedro Américo não pinta...
Para pintá-lo, era preciso a tinta
Feita de todos os tormentos do homem!
Como um ladrão sentado numa ponte
Espera alguém, armado de arcabuz,
Na ânsia incoercível de roubar a luz,
Estou à espera de que o Sol desponte!
(Augusto dos Anjos)
Neste poema de Augusto dos Anjos usou quartetos interpolados para falar sobre alguém que esconde seus sentimentos, sua infelicidade, pois ninguém o entenderia e cita que nem mesmo o próprio Pedro Américo conseguiria pintar o que ele sente. Para isso seria necessário uma tinta feita de todos os tormentos do homem. Uma vida perturbada e vazia, solitária na noite. Para ele, ninguém é de verdade, são todos monstros, pessoas ruins que se disfarçam com máscaras. Alguém que prefere se isolar a se expor, escondendo sua dor e lágrimas. O eu-lírico só observa o que se passa ao seu redor.
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